O segundo dia


É o som do caos invadindo a paz mental daquele quarto de sonhos incompletos. A limitação do ser enclausurado em seus próprios traumas. Que não pedem passagem, são turistas. Em alguns momentos, nômades. Na maioria das vezes, eternos hospedeiros. Sou uma casa muito engraçada. Com teto de vidro, paredes de isopor e chão de algodão-doce em meio a este vasto campo de estrelas cadentes. E não é sobre tristeza, é sobre permissão. Eu discorro sobre a força, apesar da estrutura fragilizada. É possível enfrentar o medo alegremente na escuridão, na solidão. Capturando a brisa fria que encolhe os membros. Tensiona os músculos, arrepia os pelos. É o corpo pronto. Fechado para simples espaços. Tendo sempre o cuidado para não chegar tão perto.

Trabalho do segundo dia para residência PPPP.

Foto: Denis Rodriguez

Corpo: Natalie Mirêdia

Galeria Península, Porto Alegre, RS.


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